Quem pula carnaval já está acostumado às aglomerações, já que a proximidade entre os foliões faz parte da festa. Ainda assim, é possível tomar alguns cuidados para diminuir o risco de transmissão de doenças por meio da boca.
As principais são a mononucleose infecciosa, conhecida como a “doença do beijo”, causada por vírus, o herpes labial, também provocada por vírus, e a candidíase oral, causada por fungo, além de gripes, resfriados e covid-19.
A dentista Ianara Pinho dá algumas dicas para quem não abre mão da folia, mas quer se manter protegido para ter um pós-carnaval tranquilo.
“Para evitar esses problemas todos ou, pelo menos, minimizar, o ideal era que não se tivesse contato com tantas bocas, com tantos compartilhamentos de talheres, de copos. Evitar esse contato com muitas pessoas no beijo e aumentar o consumo de água . Além disso, nós cuidamos da higiene bucal. Então, fazer corretamente a escovação e o uso do fio dental”, alerta.
Pinho destaca também os impactos na boca provocados pelo consumo excessivo de álcool nesse período.
“Quando a gente consome uma maior quantidade de álcool, a boca fica mais seca. A saliva mais viscosa acaba propiciando um acúmulo de biofilme bacteriano, de placa bacteriana. Aí a gente vem com problemas que são bem conhecidos da maioria das pessoas, que é uma maior propensão à cárie, à gengivite e à halitose, que é o famoso mau hálito”, explica.
Passada a agitação da folia, a especialista recomenda fazer uma visita ao dentista para tratar da saúde bucal e evitar problemas no futuro.